A limitação por GPS de um Sea-Doo pode ser removida em dois pontos fundamentalmente diferentes. Ou o sinal de velocidade é alterado de forma permanente antes de chegar à centralina. Ou a limitação é desativada uma única vez na própria centralina, pela tomada de diagnóstico. O primeiro caminho precisa de um módulo que vai junto em todo passeio. O segundo precisa apenas de alguns minutos e de um smartphone.
A cadeia por trás da limitação
Para entender os dois caminhos, ajuda olhar o processo que roda em segundo plano em todo passeio:
- Medir: o GPS determina a velocidade real.
- Transmitir: o valor é repassado à centralina.
- Comparar: a centralina verifica se o limite gravado foi atingido.
- Limitar: quando o limite é atingido, a centralina reduz a potência.
O caminho um intervém na etapa dois. O caminho dois atua nas etapas três e quatro.
Caminho um: manipular o sinal
Um módulo no caminho do sinal, na América do Norte geralmente chamado de SCOM, altera o valor transmitido. A centralina continua comparando e limitando como de fábrica, só que com números falsos. Para isso funcionar, a manipulação precisa rodar sem interrupção. A centralina em si continua inalterada e não grava nada disso. Por que, por isso, o módulo nunca pode ser desconectado é explicado em Por que um SCOM precisa ficar sempre conectado.
Caminho dois: liberar uma única vez na centralina
O M-JET Speed Limit Remover se comunica pela interface de diagnóstico diretamente com a centralina e altera a limitação ali. O sinal de GPS em si não é modificado. O processo:
- Conecte o aparelho na tomada de diagnóstico.
- Abra o app M-JET SLI e selecione o aparelho.
- Remova a limitação.
- Desconecte o aparelho.
A configuração fica gravada na centralina. Não é um tuning, a potência não muda e, por isso, também não é preciso ECU Unlock.
O que isso significa para confiabilidade e diagnóstico
Com o sinal manipulado, o estado do jet ski depende de um componente que precisa aguentar umidade, sal e vibração no casco. Se um conector se soltar ou o módulo falhar, a limitação volta na hora. Em falhas esporádicas, o módulo também entra na lista de verificação, porque cada peça extra no caminho do sinal é uma possível fonte de falhas.
Com a liberação única, depois do procedimento não fica nenhuma peça extra no jet ski. Não há conector extra que possa sofrer corrosão. Se mais tarde alguém mexer na centralina, por exemplo em uma atualização de software na oficina, confira depois do serviço, em um teste na água, se a limitação continua removida e, se necessário, libere de novo pelo app.
Tornar reversível
Os dois caminhos podem ser desfeitos, mas com esforço diferente. No módulo de sinal, isso significa remover e devolver a fiação ao estado original. No Speed Limit Remover, basta trocar no app de volta para a configuração de fábrica. Como o aparelho pertence exatamente a esse jet ski depois do primeiro pareamento, você pode alternar quantas vezes quiser. Uma comparação detalhada de vários módulos está em Módulos SCOM em comparação, e os detalhes sobre o 325 em Remover a limitação por GPS nos 325 CV.
Seja qual for o caminho: qual velocidade é permitida e onde é definido pelas regras da sua área, não pela tecnologia.
Perguntas frequentes
O GPS é desligado na liberação?
Não. Com o Speed Limit Remover, o sinal de GPS continua inalterado. Muda apenas se a centralina corta a potência ao atingir o limite.
A liberação continua valendo depois de desconectar o aparelho?
Sim. A configuração fica gravada na centralina. O aparelho não precisa ficar no jet ski.
Preciso de um notebook ou de uma oficina?
Não. Você precisa do Speed Limit Remover, do seu smartphone com o app M-JET SLI e de acesso à tomada de diagnóstico.