Um SCOM instalado de forma permanente remove a limitação de velocidade enquanto estiver bem conectado. É justamente daí que vêm suas desvantagens: conexões extras em um ambiente úmido, mais uma fonte de falhas na parte elétrica e mais trabalho na oficina, na parada de inverno e na venda. Aqui você vê os pontos em resumo, além de dicas caso já tenha um módulo instalado.
Conexões extras em ambiente molhado
Um SCOM é intercalado na fiação existente. Com isso surgem novos pontos de separação, e cada um deles é um possível ponto de entrada para umidade. No casco de um jet ski, respingos, condensação e, quando se anda no mar, também sal fazem parte do dia a dia. O sal atrai umidade e com o tempo deixa os contatos esverdeados ou esbranquiçados. Contatos oxidados costumam causar falhas esporádicas, que às vezes aparecem e às vezes não. Os conectores originais são projetados para isso, já um módulo instalado depois precisa primeiro alcançar essa vedação e mantê-la por anos.
Vibração e mau contato
Ondas, saltos e vibrações do motor exigem muito de cada conexão. Se um conector se solta, o SCOM perde o sinal e a limitação de fábrica volta a atuar, muitas vezes sem aviso perceptível, no meio do passeio. O que acontece exatamente nesse caso e como encontrar a causa explicamos em O que acontece quando um SCOM falha. Além disso, um módulo solto pode raspar em quinas ou tracionar cabos se não estiver bem fixado.
Um componente a mais no diagnóstico de falhas
Quando surgem falhas estranhas, um módulo adicional no caminho do sinal vira suspeito automaticamente. Um código de falha aponta para um circuito elétrico, não automaticamente para um componente com defeito. Se houver um SCOM nesse circuito, você precisa incluí-lo na verificação e, na dúvida, removê-lo para descartá-lo. Isso custa tempo, principalmente se a oficina não souber que algo foi instalado depois. Com o M-JET DIAGNOSTIC, você lê os códigos de falha em texto claro e compara os dados ao vivo com e sem o módulo. Dependendo do tipo, um módulo sempre conectado também pode consumir corrente com o jet ski parado. Se a bateria estiver estranhamente fraca depois de longos períodos parado, o módulo entra na lista de verificação.
Oficina, parada de inverno e venda
- Oficina: um módulo instalado fica visível. Como a oficina lida com peças instaladas depois é melhor combinar diretamente com ela antes do serviço.
- Parada de inverno: o módulo fica no jet ski e enfrenta umidade e variações de temperatura. Verifique as conexões antes da nova temporada.
- Venda: para a condição original, você precisa remover o módulo e restaurar a conexão original. Se ele ficar, o comprador precisa entender o que está instalado ali.
Se você já tem um SCOM instalado
- Depois de cada passeio no mar, lave com água doce e deixe o compartimento do motor secar.
- Pelo menos no início da temporada, abra as conexões do módulo, verifique se há corrosão e encaixe tudo de novo direitinho.
- Fixe o módulo e os cabos de forma que nada raspe nem fique tracionado.
- Em falhas inexplicáveis, verifique primeiro a tensão da bateria e depois as conexões do módulo.
A opção sem conexão permanente
Todos os pontos citados têm a ver com o fato de o módulo ficar o tempo todo no caminho do sinal. O M-JET Speed Limit Remover altera a configuração uma única vez na centralina e depois é desconectado. Nenhum ponto de separação extra fica no jet ski. Como a troca funciona na prática é mostrado em Alternativa ao SCOM para Sea-Doo 325.
Perguntas frequentes
Um SCOM é pouco confiável por princípio?
Não. Enquanto a conexão estiver boa, ele cumpre sua função. As desvantagens dizem respeito à integração permanente na parte elétrica, não à função básica.
Como percebo um problema com o módulo?
O típico é a limitação voltar de forma esporádica ou as falhas só aparecerem com mar agitado. Nesse caso, verifique primeiro bateria e conectores e leia a memória de falhas.
Posso remover um SCOM eu mesmo?
Em geral, sim. O importante é restaurar a conexão original e, ao fazer isso, verificar se os conectores têm corrosão ou contatos tortos.